Ceará no Clima

O Ceará no Clima é um coletivo que surgiu através da soma de diversas organizações e de pessoas interessadas, da capital e do interior do Estado, em lutar pela causa climática. Acreditamos na horizontalidade das relações, percebendo que cada um, a partir da sua realidade, tem muito a contribuir nessa luta diária de resistência à destruição do ecossistema imposta a todo custo por uma minoria detentora de poder. Iniciamos nossas ações em 16 de outubro de 2014 e desde então nos mobilizamos e tentamos mobilizar outras pessoas para aderir a causa através da partilha de conhecimento e informações em rodas de conversas, palestras, seminários, oficinas e também através de passeatas temáticas.

Nesse período de menos de dois anos destacamos três grandes feitos: a maior marcha pelo clima do Brasil, às vésperas da COP21, em novembro de 2015; o adiamento da votação do projeto de lei que reduz o ICMS para termelétricas, inviabilizando por pelo menos 1 ano a instalação de mais uma termelétrica a gás no Ceará, em abril de 2016; e em parceria com a ONG 350.org organizamos no Ceará a campanha internacional intitulada “Liberte-se dos combustíveis fósseis” nos unindo a vários países do mundo nessa luta em maio de 2016. A campanha “Liberte-se” no Ceará chamou atenção para os malefícios da nossa maior poluidora, a termelétrica localizada no Pecém.

Agimos localmente, mas nossas ações repercutem globalmente, pois somos um só corpo, um só planeta. Não há outra chance de sobrevivência a não ser a busca por uma convivência harmoniosa com a natureza, preservando os sistemas de suporte à vida. Você também pode fazer a diferença. Una-se a nós e faça parte dessa resistência pela vida!

facebook.com/CeNoClima

Frente Cocó

A Frente Cocó é uma coalizão de movimentos socioambientalistas e pessoas independentes na luta pela preservação do Parque do Cocó, da qual o Instituto Verdeluz faz parte.

Em junho de 2017, foi oficialmente criado o Parque Estadual do Cocó, por meio do Decreto 32.248/2017. Contudo, ficaram de fora desse projeto cerca de 440 hectares de áreas de dunas e outros ecossistemas essenciais para o equilíbrio ambiental do Parque, com funções ecossistêmicas como o aporte de recursos hídricos e matéria orgânica para o Rio Cocó (levando em consideração que a atual área do Parque é de 1.571 hectares, 440 hectares representa mais de um quarto desse total). O motivo para tamanha irresponsabilidade é que tais áreas são de interesse econômico dos setores privados de Fortaleza. Dessa forma, com a criação do Parque, a luta da Frente Cocó apenas começou, tendo em vista o histórico de mais de 40 anos de luta pelo Cocó dos movimentos socioambientais da cidade de Fortaleza.

O desrespeito ao meio ambiente de Fortaleza continuou quando a Lei de Uso e Ocupação do Solo de 2017 revogou, ilegalmente, a Lei 9502/2009 que criava a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) das Dunas do Cocó, unidade de conservação de uso sustentável que protegia 15 hectares de dunas milenares.

Em reação a esse retrocesso ambiental, a Frente Cocó tem participado de diversas mobilizações da sociedade civil visando à proteção dessa área, como a criação de campanhas online de vídeos por meio da página, acompanhamento da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual pedindo a preservação das dunas, mobilização em torno do abaixo-assinado online contra o extermínio das dunas que já conta com mais de 5.000 assinaturas, dentre outras iniciativas.

Precisamos nos unir para lutar pelo meio ambiente de nossa cidade! Se interessou? Entra em contato com a gente pela página

facebook.com/FrenteCoco 😉