O Comitê de Estudos e Participação em Políticas Ambientais (CEPPA) nasceu a partir da necessidade de informações críticas acerca das problemáticas ambientais no Município de Fortaleza e da existência ou não de políticas públicas focadas na sua resolução. Constata-se na realidade da cidade a prevalência de interesses privados sobre os interesses públicos, notadamente o direito coletivo a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Assim, um grupo de jovens se reuniu para produzir conteúdo crítico que evidencie a má gestão ambiental em Fortaleza.

Por meio de pesquisas utilizando o Portal da Transparência, sites e documentos oficiais, assim como pronunciamentos dos gestores ambientais, é possível ligar os pontos e saber que o dinheiro público destinado ao meio ambiente não está sendo utilizado da forma correta, que os instrumentos de participação social não são efetivos (são utilizados como mero faz de conta), dentre outros indicadores de uma má gestão pública do meio ambiente.

Mas a nossa intenção não é apenas publicar e produzir dados, queremos denunciar as irregularidades e influenciar nos processos de tomada de decisão da nossa cidade. Para isso, realizamos atividades de formação com comunidades, participamos de espaços políticos (como conselhos, audiências públicas, articulações do movimento socioambiental etc), prestamos assessoria jurídica e participamos de campanhas de comunicação online das informações geradas.

Atualmente, estamos trabalhando em dois eixos temáticos: Unidades de Conservação e Direito à Cidade. O primeiro tema engloba estudos sobre as Unidades de Conservação Municipais da Sabiaguaba (APA e Parque) e o Parque Estadual do Cocó. Já no segundo tema trabalhamos com a Lei de Uso e Ocupação do Solo de Fortaleza (2017) e com o Plano Diretor Participativo de Fortaleza (2009).

O exercício da cidadania perpassa a luta pelos nossos direitos, principalmente o direito fundamental ao meio ambiente equilibrado, garantido pelo art. 225 da Constituição Federal, pois a natureza existe sem o ser humano, mas o ser humano não tem como existir sem a natureza.

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