Em Novembro de 2013 uma Tartaruga Verde encalhou próximo a Associação Boa do Golfinho no Serviluz, estavam na ocasião um grupo de voluntários do Verdeluz, e junto dos moradores locais, tentaram meios de salvá-la, sem sucesso. Dessa situação, em 2014, surgiu o Grupo de Estudos e Articulações sobre Tartarugas Marinhas (GTAR-Verdeluz), com o intuito de estudar a vida das Tartarugas Marinhas, e comprovar a sua existência em Fortaleza, podendo cobrar futuramente ações dos órgãos competentes em prol de sua conservação. Com o andamento dos estudos, notamos a necessidade de atividades de educação ambiental em comunidades costeiras com ocorrência de tartarugas marinhas, buscando somar forças na proteção desses animais. De nada valia juntar dados sobre as espécies em Fortaleza, sem envolver a comunidade que está diretamente em contato com elas, pensando em soluções duradouras e coletivas.

Hoje, nosso trabalho é subdividido em 3 áreas temáticas: A Educação Ambiental, com  atividades em comunidades fortalezenses, escolas e ONGs; Monitoramentos de praia realizados mensalmente na costa de Fortaleza, na porção leste de Fortaleza(Cais do Porto, Praia do Futuro, Caça e Pesca, Sabiaguaba e Abreulândia); E necropsias realizadas em parceria com o Laboratório de Anatomia e Laboratório de Patologia e Medicina Legal Veterinária buscando identificar a causa mortis dos animais encontrados mortos em recente estado de decomposição.

Juntar conhecimentos e esforços é imprescindível para a conservação de espécies ameaçadas. Assim desenvolvemos nossas através do trabalho voluntário de estudantes dos cursos:  Ciências Biológicas, Medicina Veterinária, Oceanografia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Pesca e Oceanografia, sob orientação de três professoras, sendo uma Bióloga, uma Veterinária e uma Engenheira de Pesca. Todo o trabalho é desenvolvido com o apoio das Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual do Ceará (UECE). Possuímos também parcerias valiosas com o Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará, o Centro de Triagem de Animais Selvagens do Ibama (Cetas-IBAMA), realizando nossas atividade sob autorização do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO).

Atualmente atingimos cerca de 300 pessoas por mês, desde crianças a adultos, nas diferentes atividades desenvolvidas. Buscamos futuramente conseguir mais voluntários e recursos a fim de atingir mais pessoas e contribuir para a conservação das Tartarugas Marinhas na orla de Fortaleza-CE.

 

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